rotamonumentosevora

Monumentos Reguengos de Monsaraz

Cromeleque dos Perdigões  

Núcleo de seis menires na Herdade dos Perdigões  

Cronologia:  

Inseridos isoladamente num vasto olival, estes seis menires foram erguidos entre os inícios do 4.º e os meados do 3.º milénio a. C., ou seja, durante a cronologia geralmente atribuída ao denominado “universo megalítico eborense”.  

Descrição:  

Exceptuando o menir de maiores proporções, com cerca de 2 m – apesar de fracturado –, de forma cilíndrica e com diversas “covinhas” alinhadas ao longo de um dos eixos longitudinais (provavelmente decorrentes do fenómeno de erosão ao qual tem sido exposto ao longo dos tempos), todos os outros monólitos graníticos apresentam uma feição almendrada e encontram-se tombados numa área de cerca de 2 400 m2. De salientar ainda o facto deste sítio arqueológico ter sido objecto de escavação e de tratamento da sua respectiva envolvência em 1977 pelo investigador Mário Varela Gomes.  

Localização:  

Herdade dos Perdigões, EN 255 que liga Reguengos de Monsaraz a Alandroal, a 2 Km Norte de Reguengos de Monsaraz, junto da Horta do Pomar. Freguesia de Reguengos de Monsaraz.  

Conjunto Megalítico do Olival da Pega  

Cronologia:  

Monumento edificado entre o 4.º e o 3.º milénio a. C., durante a cronologia geralmente atribuída ao denominado “universo megalítico eborense”.  

Descrição:  

Com efeito, tudo parece apontar no sentido desta Anta pertencer a um mais vasto conjunto funerário, do qual farão ainda parte outras quatro estruturas anexadas. Portanto é de salientar que a identificação de esteios de câmara, bem como de um amontoado de pedras tombadas, indicarão a localização, para além da “Anta 1” ou “Anta Grande do Olival da Pega”, de uma outra estrutura funerária de corredor de consideráveis dimensões. Na verdade, a monumentalidade desta anta é visivelmente demonstrada pela quantidade de espólio funerário encontrado durante o seu estudo, constituído por cerca de 134 placas de xisto e 200 vasos cerâmicos, a evidenciar bem a utilização deste monumento como grande necrópole de características assumidamente colectivas.  

Curiosidades:  

Alguns investigadores nacionais defendem a teoria, segundo a qual as estruturas funerárias anexadas à Anta 2 do Olival da Pega não mais constituirão do que derivações deste primordial monumento funerário que numa determinada fase da sua utilização terá sido bloqueado. Seria através daquelas dimanações que se acederia a outras sepulturas de cúpula. No entanto, e tomadas no seu conjunto, o riquíssimo espólio encontrado nestes sepulcros megalíticos parece evidenciar uma continuidade cultural relativamente às estruturas funerárias que os precederam. Ainda em relação ao espólio móvel encontrado no interior destas construções megalíticas, merecerá especial destaque a notória presença de placas de xisto com decoração geométrica e, sobretudo, aquelas que, segundo alguns investigadores, representarão a “Deusa-Mãe” numa derivação das figurações calcolíticas presentes em materiais cerâmicos e em certos “ídolos-cilindros” deste período. Naquela que poderá ser considerada como a última fase estilística destes característicos artefactos megalíticos desta zona do território peninsular, a representação da “Deusa-Mãe” surge com olhos gravados, alguns dos quais em forma de Sol. Por fim, parte significativa do espólio encontrado durante as escavações levadas a cabo desde 1985 por uma equipa orientada por responsáveis da UNIARQ (Centro de Arqueologia da Universidade de Lisboa), integraram a importante exposição sobre o Megalitismo de Reguengos de Monsaraz que esteve patente ao público no Museu Nacional de Arqueologia em 2000, estes foram alvo de cuidada intervenção de conservação e restauro.  

Localização:  

Monte da Pega – Situadas a 14 Kms de Reguengos de Monsaraz, a Norte da estrada que liga esta cidade a Monsaraz, próximo da povoação do Telheiro, junto à ribeira da Pega. Freguesia de Monsaraz.  

  

Cromeleque do Xerez  

Cronologia:  

Identificado em 1969, este cromeleque de planta algo singular no denominado “universo megalítico eborense” – quadrangular –, foi erguido entre os inícios do 4.º e meados do 3.º milénio a. C..  

Descrição:  

Desenvolveu-se a partir de um menir central faliforme, com uma altura de cerca de 4 m e apresentando numa das suas faces diversas “covinhas” em toda a sua verticalidade, este monumento megalítico é constituído por 50 menires, cuja altura varia entre 1,2 m e o 1,5 m, alguns dos quais de configuração igualmente fálica, bem como almendrada.  

Apesar de no mesmo ano de 1969, este cromeleque ter sido sujeito a uma intervenção que visou a sua reconstituição original, ela não seguiu critérios propriamente científicos, baseando-se  – José Pires Gonçalves –, no pressuposto de que as “covinhas” presentes num dos menires representariam a sua disposição original. Além disso grande parte dos menires encontravam-se prostrados in situ o que facilitou e muito a sua reconstrução. Contudo, muitos dos menires encontram-se fracturados, apresentando apenas a parte superior.  

Trata-se do único monumento transferido em toda a área do regolfo de Alqueva, tendo sido reinstalado em 2004.  

Localização:  

Actualmente encontra-se perto do Convento da Orada, na aldeia de Telheiro, freguesia de Monsaraz.  

  

Menir da Bulhoa ou Menir da Abelhoa  

Cronologia:  

Este menir granítico foi elaborado entre os inícios do 4.º e os meados do 3.º milénio a.C., inserindo-se na baliza cronológica geralmente atribuída ao denominado “universo megalítico eborense”. Datará dessa mesma altura o restauro desta base que permitiu recolocar o menir na sua eventual posição original, apesar do seu topo permanecer fracturado.  

Descrição:  

O menir apresenta 4 m de altura e 1 de diâmetro, encontra-se profusamente decorado com gravuras, representando motivos solares, um báculo, além de linhas quebradas, onduladas, serpenteadas e ziguezagueantes. De forma a poder ser feita a reconstrução do monumento, teve que ser construída uma base de granito para que se mantivesse a altura original.  

  

Localização:  

Localizado numa área de intersecção de uma zona rural e urbana (Herdade da Abelhoa, na estrada que liga as aldeias de Telheiro e Outeiro), muito perto da localidade de Monsaraz, este foi encontrado derrubado em 1970 e já sem a sua base, entretanto reutilizada para outros fins utilitários.  

Classificação:  

Classificado como monumento Nacional desde 1970  

  

Menir das Vidigueiras
Menir na Herdade das Vidigueiras ou Menir na Quinta das Vidigueiras  

Cronologia:  

Construído entre os inícios do 4.º e os meados do 3.º milénio a. C., coincidindo, portanto, com a cronologia geralmente aceite para o denominado “universo megalítico eborense”,  

Descrição:  

Com cerca de 3 m de altura e 1 m de diâmetro, foi concedida a este monólito uma feição ligeiramente fálica, ao mesmo que almendrada e espatulada. As suas secções elípticas encontram-se decoradas com duas insculturas: uma “covinha” e uma “ferradura” invertida, ambas numa zona bastante próxima do topo do menir. Presentemente, encontra-se tombado.  

Localização:  

Este menir foi erguido numa planície junto à Ribeira do Álamo, de forma isolada, mas harmonizada com a paisagem envolvente e a poucos metros de um outro monumento megalítico.  

Anta das Vidigueiras. Herdade das Vidigueiras, EM 255 que liga Reguengos de Monsaraz a S. Marcos do Campo. 

 
 

Menir do Outeiro (Penedo comprido)  

Cronologia:  

Foi elaborado por volta do 4.º e 3.º milénio a. C., ou seja, a baliza cronológica geralmente atribuída ao denominado “universo megalítico eborense”, este monumento, afeiçoado e em forma fálica, foi erguido numa planície junto à colina de Monsaraz, de forma isolada, mas harmoniosamente com o meio envolvente.  

Descrição:  

Com cerca de 5,6 m de altura e 1 de diâmetro, este menir foi descoberto em 1969 por Henrique Leonor Pina e José Pires Gonçalves, que o encontraram derrubado no solo. Por sua iniciativa, o menir seria restaurado e reerguido ainda durante essa década. Apresenta no topo um possível báculo com 30 cm de diâmetro, tudo parece apontar no sentido deste monumento megalítico pertencer a um universo muito específico do megalitismo, representado por outros menires da região, como nos casos dos de Almendres e do poste central do cromeleque de Xerês. É por muitos considerado como o mais impressionante menir isolado da Península Ibérica e, também um dos mais notáveis da Europa. É conhecido na região por Penedo Comprido.  

  

 Menir de Santa Margarida  

Cronologia:  

Elaborado em granito por volta do 4.º e meados do 3.º milénio a. C. – o período geralmente atribuído ao denominado “universo megalítico eborense”.  

  

Descrição:  

O Menir de Santa Margarida foi recuperado pelo Município de Reguengos de Monsaraz. Os trabalhos de recuperação do Menir de Santa Margarida estiveram a cargo da conservadora restauradora Arlinda Ribeiro, em colaboração com a empresa Nova Conservação, e consistiram na reposição do fragmento com recurso às metodologias próprias destas intervenções, tendo sido necessário, além dos materiais usados na colagem do fragmento, recorrer à introdução de um espigão metálico na união das duas partes para garantia da coesão do conjunto, tendo em conta o peso ainda significativo do fragmento e a inclinação da fractura.  

Quanto à presença ornamental deste monumento, verifica-se que a face voltada a Sul apresenta alguns vestígios da sua execução, com especial destaque para a representação de um báculo. Já as faces voltadas a Norte e Oeste, as mais bem conservadas, foram utilizadas como suporte de gravação de 25 das denominadas “covinhas”, distribuídas de forma assaz dispersa.  

Localização:  

No cruzamento do Monte de Santa Margarida com o Monte da Várzea, na freguesia de Corval.  

Classificação:  

O menir, classificado como Imóvel de Interesse Público desde 1992

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: